Ela ouvia, mas como estava sozinha nem ligava para virar, comia um pouco de salada que sua mãe preparou antes de ir para o hospital.
- Anne
Matigava delicadamente e massageava a barriga, já começava a aparecer uma saliencia, sorriu delicadamente, estava querendo saber o que era.
- Anne
Irritada com aquela voz que não parava, olhou para trás, e foi até a janela, perto das flores e do grande carvalho em seu jardim, tinha alguém lá, de pé. Ela não destinguiu quem era.
- Oi?
Ela ouvia soluços e baixos gemidos, a pessoa deitou na grama e passou as mãos pelo rosto tentando enxugar as lágrimas. Era ele.
- O que você.... ?
- Eu te amo, pode parecer que não amo as vezes, posso te trair, posso te bater e posso ter ficado puto ao ler aquela carta, mas eu te amo, não é de mentira, eu amo tanto que machuca, e te amo Anne, e te perdi.
Anne olhou para ele, mais confusa do que nunca, e agora? As lágrimas doces caindo dos olhos verdes dele.
- Eu te amo também - disse por fim.